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terça-feira, abril 10, 2007

Alá, Buda, Deus

Há lá Buda, Deus, ou algo semelhante,
Quando o sofrimento na terra se mostra uma constante.
Será possível acreditar em algo mais além,
Quando metade do mundo vive, no fundo, tão aquem?
Porque é que o pobre coitado anda descalço no chão
Enquanto em pratos de cristal 100 virgens alimentam o sultão?
Consegues fiar-te num Deus do céu e da Terra,
Quando os negros mais ricos são os Senhores da Guerra?
Porquê alimentar o pobre e não ter nova vestimenta,
Se no fundo o mais feliz é aquele que não aparenta?
Será que existe mesmo um Ser tão superior?
Quando vives num mundo onde o homem semeia a dor?

Porque não estende Ele a mão a quem Dele precisar?
E em vez disso guarda lugar no céu a quem mais por ele pagar...

Alá, Buda, Deus, ou afins...senhores dum trono só seu,
Senhores num mundo de burros, que é o meu e o teu.

Será que existem mesmo? Eu espero no fundo que não.
Senão existirem não interessa, segue o teu coração...
Mas se existem e tu vives gozando o mundo que vive no Inverno,
Mais tarde encontramo-nos todos a jogar à bola no Inferno.

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